quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Rodas utilizou somente 60% dos recursos estatais destinados para a USP


Fonte:http://www.pco.org.br                                                                                         Reitor-interventor utilizou apenas 60% dos recursos do Estado disponíveis para a USP e quer o financiamento dos capitalistas para a instituição 

15 de fevereiro de 2012
João Grandino Rodas, o reitor-interventor, eleito unicamente por José Serra (PSDB) já declara que uma das principais medidas de sua gestão será a diminuição do investimento público na instituição e a sua substituição pelo investimento privado.
Estatísticas do Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária (Sigeo) do governo de São Paulo, em 2011, demonstram que o reitor já colocou o plano em prática. Somente 61% do orçamento destinado para a USP foi utilizado no ano passado.
No que se refere aos gastos com estrutura física, o reitor utilizou somente 10% dos recursos disponíveis. Os investimentos previstos para os cursos de graduação e pós-graduação também sofreram cortes. Apenas 50% do orçamento previsto foi utilizado.
Esse é mais um fato que comprova a tentativa do reitor de privatizar a USP. Rodas optou por não utilizar os recursos públicos para a universidade e está em busca de investimentos e parceiros privados. Ele já aceitou parceria com banqueiros, como banqueiro Pedro Conde, com o banco Santander etc.
O investimento privado tem como objetivo não arrecadar fundos e melhorar a estrutura da universidade, mas garantir que grupos empresariais que nunca puderam desempenhar atividades comerciais na universidade pública o façam.
A ampliação das atividades comerciais desses setores na USP é extremamente prejudicial aos estudantes, funcionários e professores, pois ao contrário do Estado cujo investimento não tem uma contrapartida, esses empresários esperam um retorno imediato e extraordinário pelo “investimento” feito.
O reitor está claramente promovendo mudanças estruturais para facilitar a entrega da USP aos capitalistas. A extinção de cursos, a expulsão e perseguição de estudantes e funcionários e a não utilização das verbas do Estado, mas de instituições privadas é uma demonstração cabal disso.
"Se a USP permanecer como uma cidadela, sem conexão com governos e o mercado, estará fadada à obsolescência", já declarou o reitor.
 Os recursos do estado na USP só podem ser revertidos para melhorias da infraestrutura física e a qualidade da instituição, já o investimento dos capitalistas visam um lucro imediato e a participação cada vez maior desses setores em áreas estratégias da instituição, como no desenvolvimento de pesquisas,  no estímulo a cursos favoráveis ao mercado etc.

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