Semana de Combate ao Trabalho Escravo começa com lançamento de publicação que reúne legislação e orientações para auditores fiscais
Por Bianca Pyl e Daniel Santini O manual foi disponibilizado na internet (clique aqui para baixá-lo), assim como um resumo base com a cronologia completa do combate à prática com indicações e links para artigos e leis sobre o tema. A pesquisa aprofundada, organizada por Ruth Beatriz Vilela, está disponível neste link. A versão impressa foi encaminhada a todas as Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTE), para ser distribuída entre os auditores fiscais. Além disso, a Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e o Ministério Público do Trabalho também receberam cópias. O MTE imprimiu 5 mil exemplares.
O combate ao trabalho escravo no Brasil tem bases institucionais sólidas. Desde 1995, os grupos móveis de fiscalização atuam no país. A publicação organizada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) é a consolidação do trabalho desenvolvido há 17 anos. "O manual foi produzido em conjunto por auditores fiscais com muitos anos de experiência no combate ao trabalho escravo", resume Renato Bignami, auditor fiscal e assessor da SIT. "Entendemos que era importante editar um manual aprofundando tudo que foi colocado na Instrução Normativa nº 91", explica Bignami, referindo-se à determinação promulgada em outubro do ano passado que detalha passo a passo o procedimento que o auditor fiscal deve adotar ao encontrar trabalhadores em condições semelhantes à de escravos.
O estabelecimento de critérios objetivos é considerado fundamental pelas autoridades. "Nós temos, por enquanto, cinco equipes de combate ao trabalho escravo nacional atuando e elas não podem agir de forma diferente, o procedimento precisa ser uniforme para evitar questionamentos", explica Vera. Ela destacou a importância de amparar também estrangeiros explorados no país, conforme previsto em tratados internacionais assinados pelo Brasil. "É uma questão de direitos humanos e o Estado deve procurar proteger o trabalhador independente de sua nacionalidade".http://www.reporterbrasil.org.br
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