sábado, 11 de fevereiro de 2012

Como a mídia brasileira sufoca a liberdade de expressão

Fonte:http://desabafopais.blogspot.com 

Vídeo fundamental para entender de uma vez por todas como a oligarquia midiática destrói um dos nossos direitos fundamentais, que é o direito à comunicação.
Didático, a matéria mostra que a concentração dos grandes veículos de comunicação na mão de poucas famílias beira a monarquia, já que o poder é transmitido de pai para filho.
Em pleno século XXI, é vergonhoso para o Brasil que a pornográfica distribuição de concessões de rádios e TVs feitas por (e para) políticos e empresários picaretas no século passado ainda renda esse atraso monstruoso da mídia que, a despeito da sua milionária estrutura física e técnica, faz jorrar todos os dias uma programação de péssima qualidade para os brasileiros. E quando alguém ousa "competir" com esse poder midiático (montando, por exemplo, uma rádio comunitária), eis que todo o poder constituído se une (oligarcas da mídia, políticos, governos, ANATEL, polícia, Justiça etc.) para confiscar, prender, multar e processar aquele que cometeu o crime de tentar - como faz a poderosa mídia - se comunicar de forma eficaz com os seus iguais.
E como mudar tal estrutura se a maioria dos políticos e empresários tem interesse direto ou indireto em deixar tudo do jeito que está? Digo "direto" porque muitos políticos são privilegiados donos de rádios e TVs - e foi exatamente por causa disto que conseguiram se eleger; e digo "indireto" porque a outra parcela de políticos (os que não são donos de veículos de comunicação), certamente recebem apoio daqueles que detém o "poder midiático".
Este vídeo foi postado originalmente com o nome "Levante a Sua Voz". Eis o crédito do mesmo:
Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.
Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Famílias do Pinherinho agora sofrem pressão para abandonar abrigos


Fonte::http://www.redebrasilatual.com.br Redação da Rede Brasil Atual                                                                        Além de não conseguir alugar casas, moradores agora podem ser expulsos de instalações em prédios públicosDepois de sofrer com a violenta desocupação, numa operação policial ocorrida em 22 de janeiro, os moradores desalojados do Pinheirinho, em São José dos Campos, agora passam dificuldades para conseguir alugar um imóvel. E como em alguns abrigos funcionam escolas, também estão sofrendo tortura psicológica por parte da prefeitura para que se desloquem para outros abrigos.
Moradores do Centro de Apoio Integral à Criança Dom Pedro foram avisados às pressas por assistentes sociais que teriam que de abandonar o local. De acordo com a vereadora do PT Amélia Naomi, os moradores estão sofrendo pressão psicológica. "A prefeitura, em vez de pensar em quais são os métodos sociais para aliviar a dor deles, ainda continua praticando violência. Essas pessoas não têm o mínimo de privacidade e são carregados de um lado por outro de maneira degradante." 
Ocupantes do Pinheirinho relatam ainda superlotação, discriminação e preconceito e que muitos companheiros estão perdendo seus empregos.
Ouça a reportagem completa da Rádio Brasil Atual: 
Obs Deste  Blog:Só na  cabeça de carrascos e senhores da casa grande, o ser humano consegue viver com dignidade pagando IPTU ÁGUA LUZ e sustentar um filho e uma mulher ganhando $800,00  mês. Onte era um fato! Todos brasileiros tinha um pé na senzala, hoje e uma realidade todos brasileiros tem um parente na favela. 

Policiais Civis baleados por PMs se identificaram e estava rendidos; delegado foi pressionado a não lavrar boletim por tentativa de homicídio; secretaria se cala (tenta abafar o caso)


Fonte:ANDRÉ CARAMANTE

DE SÃO PAULO
Fonte:
http://transparenciasaopaulo.blogspot.com 
Os três policiais civis baleados por policiais militares dentro de uma casa em Osasco, Grande São Paulo, na noite de terça-feira (7), estavam rendidos e deitados no chão quando foram feridos pelos disparos.
Antes de serem baleados, os civis haviam se identificado como policiais civis e chegaram a jogar armas e distintivos na direção dos PMs do 42º Batalhão.
Por conta dos tiros contra os policiais civis, os PMs Fernando dos Santos Filho, 31, e Thiago Rodrigues de Oliveira, 24, foram presos em flagrante pela Corregedoria da Polícia Civil por disparo de arma de fogo, abuso de autoridade e lesão corporal dolosa.
Os dois PMs foram encaminhados para o Presídio Militar Romão Gomes, no Jardim Tremembé, zona norte paulistana, e onde a reportagem não tem acesso a eles. Seus advogados de defesa não foram localizados.
Santos Filho e Oliveira alegaram ter atirado contra os policiais civis porque os confundiram com ladrões e também porque eles fizeram "movimentos bruscos".
Os policiais civis Carlos Francisco Burgos, 33, Flávio Fernandes Fagundes, 58, e José Maria de Souza, 47, são da SIG (Setor de Investigações Gerais) da Delegacia Seccional de Franco da Rocha, Grande São Paulo.
Burgos foi ferido por tiros de pistola.40 nas costas e no rosto. As duas balas estão alojadas em seu corpo.
Souza teve parte do fêmur triturada por um tiro. Os dois serão operados, mas não correm risco de morte.
Fagundes, o terceiro policial civil ferido pelos PMs, levou um tiro na mão e foi liberado pelos médicos.
Os três policiais civis haviam ido ao Jardim Rochdale, em Osasco, porque tinham uma ordem para localizar e levar para a SIG João Seabra, que era investigado oficialmente por suspeita de estelionato. Havia ordem de serviço para que Seabra fosse localizado no nº 2227 da avenida Brasil, onde ele vive, e fosse conduzido à Seccional de Franco da Rocha para ser interrogado no inquérito policial nº 11/2012.
De acordo com a versão de um sargento da PM que acompanhava os dois policiais que foram presos, os três policiais civis foram baleados pelos PMs Santos Filho e Oliveira mesmo depois de terem se rendido e se apresentado como policiais civis.
Santos Filho e Oliveira havia entrado na casa onde os policiais civis estavam pela parte de trás do imóvel. Por isso, um dos tiros que atingiu o policial civil Burgos atingiu suas costas. Outros três PMs, inclusive o sargento, haviam entrado pela parte da frente da casa do suspeito de estelionato procurado pelos policiais civis.
O depoimento desse sargento foi prestado ao delegado Rodrigo Corrêa Batista, da Corregedoria da Polícia Civil. Seabra, o suspeito de estelionato alvo da operação dos policiais civis, confirmou que os investigadores se renderam quando viram os PMs, se desarmaram e deitaram no chão antes de serem feridos pelos tiros.
Os cinco PMs envolvidos no caso (dois presos e três que estão na condição de "averiguados") haviam ido à casa do suspeito de estelionato porque o sobrinho dele, Rogério Cardoso, ligou para o 190 e pediu ajuda dizendo que a casa do tio havia sido invadida por ladrões.
Folha apurou que o delegado responsável pelas prisões dos PMs queria autuá-los por tentativa de homicídio, mas que ele foi pressionado por seus superiores a lavrar o boletim de ocorrência por disparo de arma de fogo, lesão corporal dolosa e abuso de autoridade.
Tanto o suspeito de estelionato quanto seu sobrinho, ambos testemunhas dos tiros dos PMs nos policiais civis, não foram conduzidos pelos militares direto para a sede da Corregedoria da Polícia Civil, na rua da Consolação, área central de São Paulo, logo após o incidente.
Antes de serem apresentados ao delegado do caso, tio e sobrinho ficaram cerca de sete horas no batalhão onde trabalham os PMs envolvidos.
A Corregedoria da Polícia Civil também investigará a informação de que os PMs envolvidos no caso chegaram a fazer uma parada demorada no caminho entre a casa em que os policiais civis foram baleados e o Hospital Antônio Giglio, onde eles foram socorridos.
Essa parada só terminou quando o rádio de um dos policiais civis, ligado no viva voz, começou a tocar e dele partiu uma voz que falava "ô, polícia, está tudo bem? Onde vocês estão? Aconteceu algo? Ô, polícia, fala com a gente".
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo foi procurada pela reportagem para se manifestar sobre o caso, mas informou que nenhum representante do órgão falará sobre o caso.
Em nota, a pasta informou que o caso também é investigado pela Corregedoria da Polícia Militar e que "a Corregedoria da Polícia Civil constatou que não houve qualquer atividade ilícita ou irregular na ação dos policiais civis".

Charge: a greve da PM da Bahia e a volta do discurso de 1964


Extraído:http://jornalismob.wordpress.com

Reflexões sobre a dívida pública, que aumenta de forma assustadora


Se olharmos para metade do que o governo arrecada, arrisco uma resposta que carrega o problema geométrico da Dívida, problema este a que ninguém dá a devida bola, como deveria. Em termos arredondados, metade do que o governo arrecada de impostos (escorchantes, concordo!) vai para o Sistema Financeiro e com isto eu não concordo, porque é escorchante…mas está lá, nos sites oficiais.
Da metade que fica, arrisco que talvez metade vá mesmo para a corrupção aqui no blog chamada deslavada. Vai mesmo e é deslavada, mas, em valor, é muito menor que a corrupção financeira.
Concluo, pois, que os nossos governos arrecadam 4, quando um Governo decente (qualquer), precisaria de apenas 1. Ademais, destaco que corrupção não é privilégio do PT, não! TODOS os governos passados, mormente o Sarney “ainda por aí” e seu pemedebê (alguém duvida, ou reagiu ?), mormente o Collor e seu perenê (alguém duvida ou reagiu, exceto pela curtíssima erradicação da peça por 8 anos ?), mas sobretudo o “mente-mor” FHC e sua Privataria Tucana pessedebê (alguém duvida ou reagiu ?), todos eles se venderam e cairam na farra global e na orgia financeira.
Claro que com estes professores, masters da corrupção impune, o Lula da silva tinha que tentar chegar aonde os mestres foram e, se possível, ultrapassá-los.
Afinal, ele é humano e não sabia nada, nem de nada… Como desconhece o que seja mormente e mente-mor, prefere tirar o mor que atrapalha e só mente, como ouvimos e vemos…
Para surpresa geral, Lula saiu-se melhor que seus educa-dores (licença…) e suplantou-os magnificamente, chegando a receber títulos honoríficos de alta graduação, mesmo sem ter feito o primário, dizem…
Ironia que já esteja, mesmo ele, sendo superado por sua aluna dedicada, atualmente mandando suas balas e já tendo pago em seu primeiro inferno de 2011, digo, inverno, o total de R$ 708 BILHÕES de juros e amortizações ao mesmíssimo Sistema Financeiro acima referido…
Mas somos tão ricos, nem precisamos reagir. Dá-nos certo incômodo, mas pagamos tudo, sem questionar.
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CORRUPÇÃO IMPUNE
O problema da corrupção impune não é apenas o valor desviado ou roubado, como a maioria aqui clama. A meu simplório ver, o pior de tudo é o caráter educativo da impunidade ocorrida ou constatada.
Ninguém tem mais limite, ele fez ruim, eu faço pior. Como corrupção tem conotação negativa, quem fez pior, fez melhor… E mandam isto para a imprensa acolhedora de seus crimes.
O atual governo foi melhor que o anterior… E estão certos! Que pena, num país tão esplêndido. Que tragédia, um comando tão boçal!

Governo do PT ataca os trabalhadores e tenta aprovar nova Reforma da Previdência


O projeto só não foi para votação porque faltou um acordo maior entre os partidos burgueses que apóiam Dilma Rousseff e por uma crise entre Marco Maia, presidente da Câmara dos Deputados, e o governo federal 

Fonte:http://www.pco.org.br 10 de fevereiro de 2012
O Congresso Nacional voltou do recesso parlamentar há poucos dias. Em suas primeiras seções, no entanto, já foi possível perceber que o governo Dilma Rousseff pretende aprofundar os ataques aos trabalhadores neste ano.
No último dia 8 (quarta-feira), por exemplo, a principal iniciativa dos deputados da chamada base governista foi tentar colocar em discussão e votação o projeto que cria o Fundo de Previdência Complementar para o Servidor Público.
A votação não ocorreu apenas porque faltava acordo entre os partidos burgueses e por uma crise aberta entre o Marco Maia (PT), presidente da Câmara dos Deputados, e o próprio governo.
A iniciativa faz parte desta ofensiva que teve início no dia 6 de fevereiro com a privatização dos três principais aeroportos do País. Com o Fundo de Previdência Complementar o governo busca dar mais um passo para liquidar a previdência pública e colocar todo este setor sob total controle dos bancos, que passariam a controlar estes fundos.
Desde a campanha eleitoral de 2010, denunciamos que tanto o candidato do PSDB, José Serra, como a candidata petista, Dilma Rousseff tinham um plano de austeridade e que colocariam ele em prática. No primeiro ano, este plano já tinha sido colocado em prática com uma série de medidas de austeridade e na privatização dos Correios, maior estatal em número de trabalhadores do País.
Agora, com o aprofundamento da crise capitalista as medidas de austeridade estão aumentando. A Reforma da Previdência é uma delas.
Por isso, é preciso organizar a classe operaria para lutar contra a tentativa do governo do PT de manter os lucros da burguesia por meio de uma exploração ainda maior dos trabalhadores.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Tucanos afirmam que visita de Dilma ao São Francisco é "cena"


DivulgaçãoAraújo acha que Dilma mostrou sua incapacidade gerencial
Fonte:http://www.pop.com.br/popnews/noticias                                                                               O PSDB divulgou nesta quarta-feira, dia 08, uma nota criticando a visita que a presidente Dilma Rousseff fará às obras da transposição do Rio São Francisco. O líder do partido na Câmara, Bruno Araújo, afirmou que não passa de "um jogo de cena".
"Para os governos petistas, a transposição se resume a uma peça de propaganda. Em 2008, Lula e Dilma visitaram as obras de olho no calendário eleitoral. Agora, ano de eleição, a história se repete. A visita é apenas para dar a impressão de que as obras estão andando. No entanto, a realidade é que estão abandonadas", afirmou.
Araújo ainda salientou que a obra inacabada é um exemplo da incapacidade gerencial da presidente.
Da Redação

Tucanos festejam primeira privataria federal realizada depois de 9 anos

Governo privatiza 3 dos mais lucrativos aeroportos do país. BNDES vai bancar 80% dos gastos de grupos que levaram Brasília, Cumbica e Viracopos

Suposto “ágio” só mostra o quanto estes patrimônios públicos foram privatizados a preços de fim de feira

Fonte:http://www.horadopovo.com.br/                                                                                       Apesar de ser um erro e um acontecimento lastimável para o país, o leilão de privatização dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Viracopos tem algo de cômico. Talvez seja aquele fenômeno, evocado por um pensador alemão, de que aqueles que insistem em repetir uma tragédia, acabam inevitavelmente por encenar uma comédia.
O que dizer do ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, depois de bater o martelo, numa imitação ridícula do malfadado José Serra, gabando-se de que Guarulhos teve um “ágio” de 373,5%; Viracopos, de 159,7%; e Brasília, de 673,3%? Segundo o ministro, isso prova que “o Brasil é um país em que os investimentos são seguros e rentáveis. Os 11 consórcios que se habilitaram foram assertivos nas suas propostas, o que demonstra coragem”.
Por aí se vê o conceito de “coragem” desse ministro. A única coisa que esse ágio descabelado prova é que o preço do patrimônio leiloado era uma merreca – ou tem alguém, principalmente monopólios, que compraria algo por 673,3% a mais do que aquilo que realmente vale?
Com o governo doando patrimônio, não há como o “investimento” não ser “seguro e rentável”, até porque os “investidores” não vão pagar o lance que deram no leilão com o seu dinheiro - e muito menos os supostos investimentos futuros, que serão feitos com o dinheiro do BNDES.
Sinceramente, leitores, é cômico ver ou ouvir alguns garantindo que o governo “arrecadou” R$ 24,5 bilhões pelos três aeroportos leiloados. Se fosse verdade, seria um absurdo – não somente porque essa quantia é irrisória por três dos principais aeroportos do país; não somente porque há questões que não dependem do preço, mas do interesse nacional; e não somente porque colocar operadoras estrangeiras nos aeroportos, quando o país tem uma das administradoras de aeroportos mais bem sucedidas do mundo (no ranking internacional, a Infraero é a segunda melhor companhia do planeta nesse ramo), parece coisa do capitão Schetino, aquele bravo lobo do mar que fazia piruetas nos navios turísticos italianos.
Porém, além disso, o governo não “arrecadou” nada pelos três aeroportos, onde passam 30% dos passageiros de avião, 57% da carga aérea e 19% das aeronaves no país (dados da ANAC, como, aliás, todos os citados neste artigo).
PRESTAÇÕES
É verdade que pretende arrecadar – mas só nas próximas três décadas. Pois, o pagamento do lance feito no leilão será parcelado ao longo do tempo da concessão, a partir de 2013 – ou seja, os açambarcadorespagarão o lance que deram no leilão com a receita que tirarem dos aeroportos, isto é, dos usuários, durante os próximos 20 a 30 anos.
Assim não tem como o “investimento” não ser “seguro e rentável”, com parcelas bastante módicas e a perder de vista, corrigidas apenas pelo IPCA – portanto, muito mais vantajosas do que aquelas que Estados e municípios pagam pela “dívida federalizada”.
O grupo que levou Viracopos - segundo maior terminal de cargas do país, detentor de um terço do comércio exterior brasileiro por via aérea, com um aumento de 823,6% no tráfego de passageiros entre 2005 e 2011 -  pagará R$ 126,6 milhões durante 30 anos.
A quantia é tão pequena, em termos de receita, que tivemos dificuldade em encontrar uma comparação que permitisse ao leitor ter uma ideia. Em relação à receita total do governo, prevista para 2012, isso significa 0,005% - mas o governo só irá receber essa portentosa quantia a partir de 2013.
O grupo que levou o aeroporto de Brasília - terceiro maior em movimentação de aeronaves e quarto em número de passageiros - pagará R$ 180 milhões durante 25 anos. O aeroporto da capital do país, doravante será operado pela Corporación América, que os argentinos mal suportam em seu país (o presidente do grupo, Ernesto Gutiérrez, explicou os atrasos e problemas de segurança dos aeroportos argentinos com a seguinte frase: “Outro dia, em Miami, fiquei na fila por duas horas e meia”. Portanto, ter filas desse tamanho deve ser o suprassumo da modernidade).
No entanto, o pior é que o grupo que levou Guarulhos - maior e mais lucrativo aeroporto do país, que teve em 2011 um movimento de 30 milhões de passageiros, 358 milhões de toneladas de carga e mais de 250 mil aeronaves pousando ou decolando - irá pagar R$ 810 milhões durante 20 anos.
A operadora de Guarulhos será a estatal sul-africana Airports Company South Africa (ACSA). Por que o aeroporto de Guarulhos não pode ser operado por uma estatal brasileira, mas pode ser operado por uma estatal sul-africana, com muito menos experiência no setor?
TRISTE
Quanto aos “investimentos” propalados pelo ministro para expansão dos aeroportos, o BNDES financiará 80% deles e “90% dos itens financiáveis”. Resta saber por que não foi concedido financiamento semelhante à Infraero, embora a resposta seja óbvia: porque queriam privatizar os aeroportos.
Com isso, deixamos a parte cômica e entramos na parte triste do negócio: os tucanos – e justamente aqueles que saíram com fama de gatunos da privatização, Mendonção dos Mendoncinhas, Elena Lalau, etc. - festejaram a privatização dos aeroportos. Não é para menos: o segundo turno da última campanha eleitoral foi decidido, precisamente, entre quem era a favor da privatização e quem era contra. É claro que os tucanos iam ficar mais assanhados do que hiena quando vê carniça, diante de uma privatização realizada por quem se elegeu denunciando as privatizações.
Nem por isso o governo Dilma é igual ao governo Fernando Henrique. Talvez esta seja a razão de certos repetecos de outra época parecerem tão cômicos. Mas, evidentemente, foi cometido um erro, e não pequeno. Porque, ao contrário dos governos, nada é mais parecido com uma privatização do que outra privatização.
Acima, enfatizamos os aspectos de subestimação do valor do patrimônio – e poderíamos também dizer que a Infraero, sem poder dar palpite na administração, entrará nas sociedades de propósito específico (SPEs) de cada aeroporto com 49% do capital somente para diminuir ainda mais o dinheiro que dispenderão os os novos “sócios”; ou que colocar fundos públicos de pensões nos consórcios, a la Ricardo Sérgio, tem o mesmo objetivo.
Entretanto, a questão é que por dinheiro algum seria justa essa privatização. Na verdade, há patrimônios que não têm preço, não são redutíveis a um valor monetário. Mas não é à toa que houve tão tremenda subestimação, a ponto de aparecer quem oferecesse mais de cinco vezes o preço estabelecido.
O problema é que privatização é assim - ou não é. Em suma, não existe outra forma de privatizar um bem coletivo importante que não seja entregando-o através de preços ridículos. Nenhum açambarcador vai comprar algo por um preço decente ou, digamos, justo - mas não é só por isso.
A essência da questão é que privatização de algo estratégico é sempre um roubo - e não apenas porque sempre aparece algum esperto para comer as migalhas milionárias.
A questão mais importante é que, na privatização, a propriedade pública, a propriedade da população, a propriedade de quem quase que só tem essa propriedade, é  roubada dos seus proprietários. Algo que o povo construiu com o seu esforço, com o seu trabalho, com o seu dinheiro, e - se nos permitem os leitores uma síntese - com o seu sangue, é entregue a alguns negocistas e oportunistas, de preferência, estrangeiros. Fora isso, não existe privatização, independente, inclusive, das intenções - aquelas com as quais está pavimentado o caminho do Inferno.
CARLOS LOPES

PRIVATIZAÇÃO do PT


Maria Lucia Fattorelli
Coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida
www.divida-auditoriacidada.org.br
6/2/2012
Em meio a insistentes ataques da grande mídia à “corrupção” de autoridades dos três poderes institucionais, uma verdadeira corrupção institucional está ocorrendo no campo financeiro e patrimonial do país, destacando-se:
 PRIVATIZAÇÃO DA PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS
 PRIVATIZAÇÃO DE JAZIDAS DE PETRÓLEO, INCLUSIVE DO PRÉ-SAL
 PRIVATIZAÇÃO DOS AEROPORTOS MAIS MOVIMENTADOS DO PAÍS
 PRIVATIZAÇÃO DE RODOVIAS
 PRIVATIZAÇÃO DE HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS
 PRIVATIZAÇÃO DE FLORESTAS
 PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA, e muitos outros serviços essenciais, que recebem cada vez menor quantidade de recursos haja vista a luta de 20 anos pela implantação do piso salarial dos trabalhadores da Educação, a recente greve dos policiais na Bahia, ausência de reajuste salarial para os servidores em geral, entre vários outras necessidades não atendidas, evidenciada recentemente na tragédia dos moradores do Pinheirinho em São Paulo, enquanto o volume destinado ao pagamento de Juros e Amortizações da Dívida Pública continua crescendo cada vez mais.
Qual a justificativa para a entrega de áreas estratégicas ao setor privado? Por que criar um mega fundo de pensão para os servidores públicos do país quando os fundos de pensão estão quebrando no mundo todo, levando milhões de pessoas ao desespero? Por que leiloar jazidas de petróleo se a Petrobrás possui tecnologia de ponta? Por que abrir mão da segurança nacional ao entregar os aeroportos mais movimentados para empresas privadas e até estrangeiras? Por que privatizar os hospitais universitários se esses são a garantia de formação acadêmica de qualidade? Por que privatizar florestas em um mundo que clama por respeito ambiental? Por que deixar que serviços básicos, sejam automaticamente privatizados, a partir do momento em que se corta recursos destas áreas?
O que há de comum em todas essas privatizações e em todas essas questões?
O ponto central está no fato de que o beneficiário de todas essas medidas é um ente estranho aos interesses do povo brasileiro e da Nação. Os únicos beneficiários têm sido o setor financeiro privado e as grandes transnacionais.
Então, por que o governo tem se empenhado tanto em aprovar todas essas medidas contrárias aos interesses nacionais?
E o que diz a grande mídia a respeito dessas medidas indesejáveis? Não divulga a posição dos afetados e prejudicados por todas essas medidas, mas promove uma completa “desinformação” ao apresentar argumentos falaciosos e convincentes propagandas de que o Brasil vai muito bem e que a economia está sob controle.

Privatização fez PSDB, Concessão Faz o PT. Os dois a serviço do entreguismo.


Fonte:http://www.divida-auditoriacidada.org.br Titulo deste Blog                                           Os jornais  destacam o leilão de privatização de 3 grandes aeroportos do país (Guarulhos, Brasília e Viracopos), sob o velho argumento de que o governo não disporia de recursos para investir, e por isso deveria vendê-los à iniciativa privada. Parlamentares da base do governo afirmaram também que essa privatização foi necessária para que o Estado possa concentrar seus recursos nas áreas de saúde, educação, e outras. Na grande imprensa, comentaristas disseram que tal privatização gerará “concorrência” entre os aeroportos, como se fosse possível às pessoas escolherem de qual cidade irão partir.
Cabe comentarmos que tais argumentos são idênticos aos já feitos por todos os governos anteriores (Collor, FHC e Lula), sendo que o verdadeiro resultado destas privatizações foi a formação de grandes monópolios privados (que por isso se apropriam de altos lucros), enquanto a população sofre com os aumentos de tarifas e a piora dos serviços. Ao mesmo tempo, a saúde, educação, e vários serviços públicos essenciais permanecem precários, enquanto cada vez mais recursos são destinados a uma questionável dívida pública, que cresce devido aos juros mais altos do mundo.
Exatamente como nestes governos anteriores, defensores da privatização comemoram o “ágio” obtido na venda do patrimônio público, citando o preço de venda dos 3 aeroportos: R$ 24,5 bilhões. Porém, como sempre, omite-se que esta é a prova de que os preços mínimos exigidos foram muito baixos, que tais recursos somente serão recebidos pelo Estado no futuro, em prazos a perder de vista (até 30 anos), e que tais recursos devem ser desperdiçados, jogados no “saco sem fundo” do pagamento da dívida pública.
Apesar do governo alegar que tais R$ 24,5 bilhões serão destinados ao Fundo Nacional de Aviação Civil (para investimentos no setor aéreo), é preciso relembrar que a Medida Provisória 450/2008 (convertida na Lei 11.943/2009) diz, em seu artigo 13:
O excesso de arrecadação e o superávit financeiro das fontes de recursos existentes no Tesouro Nacional poderão ser destinados à amortização da dívida pública federal.”
Com base neste artigo, o governo já destinou ao pagamento da dívida mais de R$ 20 bilhões dos Royalties do Petróleo, que por lei deveriam ter sido destinados para áreas como Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia. Tal redirecionamento de recursos foi considerado irregular pelo Tribunal de Contas da União.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Prefeitura de São José dos Campos tenta encobrir violência policial no Pinheirinho



O silêncio da grande mídia sobre os detalhes e desdobramentos absurdos da "operação de guerra" executada pela Justiça e pelo Governo paulista no bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos, representa mais um indício claro da violência cometida. Este silêncio ensurdecedor se parece e muito com as denuncias da "Privataria Tucana".
Agora surge a denúncia de que a Secretaria de Saúde de São José dos Campos estaria acobertando o real estado de uma das vítimas da barbárie do Pinheirinho. O morador estaria na UTI do Hospital Municipal, vítima de agressões da PM, mas o diretor do hospital, sob ordens do secretario de saúde, se recusaria a entregar cópia do Boletim de Atendimento de Urgência.
Quanto mais se aprofunda nas investigações, mais vemos o horror e a barbárie.

Morador do Pinheirinho espancado por PMs está em coma na UTI

(do site Vi o Mundo, por Conceição Lemes)
Localizada mais uma vítima da violência policial na reintegração de posse do Pinheirinho, ocorrida no dia 22 de janeiro.
É o aposentado Ivo Teles dos Santos, 69 anos (14/02/1942), natural de Ilhéus (BA), RG 27106829-2, que morava sozinho no Pinheirinho, numa região chamada Cracolândia.
Ele está em coma, entubado, na UTI do Hospital Municipal de São José dos Campos, desde o dia 22 de janeiro.
“O senhor Ivo foi espancado por policiais militares no dia da reintegração de posse”, denuncia Renato Simões, conselheiro do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), onde representa o movimento nacional de direitos humanos. “Várias testemunhas viram-no ser espancado, depois ser levado para dentro do Pinheirinho.”
Neste sábado à tarde, 4 de fevereiro, Renato Simões, o deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP) e Antonio Donizete Ferreira, conhecido como Toninho e um dos advogados dos ex-moradores do Pinheirinho, estiveram na UTI do Hospital Municipal de São José dos Campos, onde comprovaram que Ivo está lá mesmo.
Eles, o defensor público Jairo Salvador, os vereadores Amelia Naomi e Tonhão Dutra e Aristeu Neto, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-São José dos Campos, conversaram com dona Osorina Ferreira de Souza (na foto abaixo, de vestido rosa, bolsa cinza) com quem o aposentado viveu durante muitos anos. Ela também morava no Pinheirinho.
“A dona Osorina desmaiou no dia da desocupação, foi parar no pronto-socorro”, prossegue Simões. “Só no dia 23, quando foi levada para um dos abrigos da Prefeitura, ela soube que o ex-companheiro tinha sido espancado. Como é muito doente, não teve condições de procurá-lo. Outro ex-morador do Pinheirinho tentou fazer isso por ela, mas não obteve sucesso.”
No dia 27 de janeiro, ele foi incluído na lista dos desaparecidos. Mas, apenas nessa sexta-feira, 3 de fevereiro, depois de peregrinar por diversos lugares, dona Osorina descobriu o paradeiro do ex-companheiro. Como é sua procuradora, foi ao posto da Previdência Social na cidade. Lá foi orientada a procurar o Hospital Municipal da cidade, onde finalmente o encontrou.
“Por volta das 16 h deste sábado, nós pedimos ao hospital o Boletim de Atendimento de Urgência (BAU), que é onde está relatado como Ivo chegou lá, a direção nos negou”, revela Simões. “Disse que só sob ordem judicial.”
Depois de quase três horas de canseira – mais exatamente às 18h50 – o hospital entregou apenas um relatório assinado pelo médico de plantão, doutor Luis Carlos Nacácio e Silva, CRM 70-867. O relatório (imagem abaixo) informa que o senhor Ivo teria dado entrada no hospital no dia 22 de janeiro, às 18h30, com “quadro confusional e crise hipertensiva”; a “tomografia de crânio evidenciou AVCH (acidente vascular cerebral hemorrágico)”.



“Nós não aceitamos esse relatório, queremos o BAU, que descreve as agressões sofridas pelo ex-morador do Pinheirinho”, avisa Simões. “No final da tarde, um policial entrou na UTI, perguntando pelo prontuário do Ivo.”
Neste sábado, integrantes do Condepe, da Defensoria Pública do Estado, da Comissão de Direitos Humanos da OAB-São de José, o deputado Adriano Diogo (presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa) e os vereadores Tonhão Dutra, Amélia Naomi e Wagner Balieiro ficaram horas no hospital. Eles exigem que o seu administrador, Marcelo Guerra, entregue o BAU.
A recusa do Hospital Municipal, administrado pela OSs SPDM, foi justificada como interferência direta de Danilo Stanzanni, Secretário da Saúde de São José.
Caso a sonegação de informações permaneça, as entidades e parlamentares irão registrar boletim de ocorrência na polícia local. A reportagem abaixo, publicada no O Vale, no dia 23 de janeiro, irá junto.



Será que o doutor Nicácio e Silva depois de ler essa matéria de O Vale manteria o seu relatório?
Será que ele sabia que o paciente foi hospitalizado com traumatismos?
Por que não fez qualquer menção no relatório, já que descreve o quadro do aposentado ao dar entrada na emergência?
Supondo que, coincidentemente, o senhor Ivo tenha tido também um AVCH, por que “ignorar” os machucados no relatório, afinal compõem o quadro completo do doente?
Até que ponto a violência sofrida não contribuiu para elevar a pressão arterial do senhor Ivo, favorecendo o acidente vascular cerebral? A hipertensão arterial é um fatores de risco para AVC e ele era hipertenso.
Se não há nada esconder, por que o secretário da Saúde de São José dos Campos interferiu para que o BAU não fosse fornecido à comissão de entidades e parlamentares que o estão requisitando?
Será que o doutor Nicácio deixaria de reportar os traumatismos do senhor Ivo se fosse chamado a prestar esclarecimentos no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp)?

Decisão sobre aumento salarial para policiais do Rio é adiada


Fonte:http://www.sidneyrezende.comRedação SRZD | Rio+ | 07/02/2012 20h24
Foto: DivulgaçãoA reunião para decidir sobre o aumento salarial para servidores da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e de agentes penitenciários do estado do Rio de Janeiro não teve conclusão nesta terça-feira e foi adiada para a próxima quinta-feira. O encontro debatia a aprovação da lei número 1.184/12. Durante esta terça, foram apresentadas mais de 70 emendas à proposta do governo, que prevê aproximadamente um reajuste de 39% entre os anos de 2012 e 2013.
As polícias civil e militar já expressaram que poderiam paralisar suas atuações durante a semana de carnaval caso não haja o reajuste, que indica um piso salarial de R$ 3.500. A oposição sugeriu ao presidente da Alerj, deputado Paulo Melo, que formasse um colégio de líderes para debater as emendas apresentadas.
Segundo o líder do governo na Alerj, o deputado estadual André Correa (PSD), o governo não vai se deixar levar por pressões das categorias nem da oposição. Para o deputado Marcelo Freixo (PSOL), que apresentou oito emendar ao projeto de lei, quando terminar o pagamento de acordo com a proposta do governo, os soldados militares terão um salário líquido em torno de R$ 1.600, muito abaixo do esperado. A oposição também apresentou emendas para que o benefício possa cobrir o auxílio-moradia a policiais civis e agentes penitenciários, que não estavam sendo contemplados.
Durante a tarde desta terça-feira, a Alerj esteve cercada por grades e com segurança reforçada. Segundo a instituição, a medida visaria proteger o prédio, que é um patrimônio.

O Brasil hipotecado para o pagamento dos serviços da dívida pública


Materia completa no site:http://www.pco.org.br                                                                                                                                                   Os recordes na obtenção do superávit primário, que é a principal política do governo, e no pagamento de impostos

7 de fevereiro de 2012
De acordo com informe do BC (Banco Central), o superávit primário, que são os recursos priorizados pelo governo federal, estados, municípios e empresas estatais para o pagamento dos juros da dívida pública, fechou o ano de 2011 em R$ 128,71 bilhões, R$ 810 milhões acima da meta. Esse valor representou 3,11% do PIB.
Chama a atenção que a paralisia da economia brasileira, a partir do terceiro trimestre do ano passado devido ao aprofundamento da crise capitalista mundial, não afetou a meta cheia, que foi atingida sem mesmo recorrer a truques contábeis através do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) como tinha acontecido nos dois anos anteriores.
Mas, o que foi um sucesso para os especuladores financeiros, foi um tremendo desastre para a população brasileira. Segundo o próprio BC, por trás estão os efeitos do plano de austeridade que, com forte foco recessivo, está sendo implementado pelo governo do PT: “contenções maiores nos gastos com pessoal e de custeio, uma elevação da arrecadação e crescimento menor nos investimentos”. Os cortes atingiram todas as esferas públicas: o governo federal, incluindo o BC e o INSS, os governos estaduais e municipais e as empresas estatais. Na primeira reunião da Junta Orçamentária, integradas pelos ministros da Fazenda, do Planejamento e da Casa Civil, que aconteceu nos primeiros dias deste mês, foi discutida a necessidade de cortar R$ 60 bilhões do orçamento público federal deste ano com o objetivo de atingir o superávit primário de R$ 139,8 bilhões.
O governo federal registrou superávit primário de R$ 93,035 bilhões, R$ 1,275 bilhões acima da meta. Os governos estaduais e municipais registraram R$ 32,963 bilhões, R$ 3,137 bilhões abaixo da meta, mas o resultado foi considerado bem sucedido, pois em 2010 tinha sido de apenas R$ 508 milhões.
As empresas estatais, excluídas a Petrobras e a Eletrobras, registram superávit de R$ 2,712 bilhões, apesar do déficit de R$ 61 milhões do mês de dezembro.
Um dos truques que o governo usou para mostrar o seu comprometimento com o imperialismo foi o pagamento pela Vale, assim que o novo presidente da empresa assumiu, de impostos por R$ 5 bilhões que ainda estavam sendo contestados na Justiça.



A perspectiva de aprofundamento da crise capitalista no Brasil em 2012

O cenário deste ano apresenta-se um tanto sombrio para o governo do PT. As contas correntes, que fecharam com US$ 52 bilhões provenientes de capitais especulativos, precisarão de US$ 70 bilhões para fechar este ano segundo o próprio BC. Para atingir as suas metas de arrecadação, o governo conta com o crescimento da economia em 4,5%, de acordo com a previsão ajustada no início deste mês.
Todas as previsões para 2012 são de um cenário recessivo, muito distante do mundo imaginário do governo do PT. A ONU (Nações Unidas) preveem estancamento econômico, ou seja crescimento próximo a 0% caso a crise na Europa piorar, que é justamente o que todos os indicadores indicam que está acontecendo. O FMI (Fundo Monetário Internacional) publicou um relatório nestes dias dizendo que América Latina deve “preparar-se para o pior”. As previsões do Banco Mundial vão no mesmo sentido.
Na prática, o governo do PT está tomando medidas distantes com o seu discurso demagógico. O megacorte de R$ 60 bilhões do orçamento público foi feito em cima da redução da perspectiva de crescimento em apenas 0,5%, de 5% para 4,5%. E qual será o tamanho do corte em cima de uma redução para 2,6%, como muitos analistas burgueses estão prevendo, ou ainda maior como a ONU prevê?
O impacto do recente reajuste do salário mínimo, que foi feito por decreto, onerará as contas públicas em R$ 23 bilhões, o aumento dos repasses para os capitalistas por conta das obras para as Olimpíadas e a Copa, além das desonerações já compromissadas pelo Programa Brasil Maior, o superávit primário cairia, no mínimo, para 2,6 % do PIB, contra 3,1% do PIB em 2011, num cenário hipotético de crescimento de 3,5% do PIB, mesmo levando em conta os R$ 18 bilhões extras de arrecadação por depósitos judiciais e dividendos por R$ 20,4 bilhões das estatais que a Receita Federal espera receber; o déficit nominal seria de 1,2%, resultado de gastos com juros de 4,3% do PIB.
Dito em outras palavras, mesmo em cenários hipotéticos muito melhores que as perspectivas reais, a situação das finanças públicas encontra-se em franca deterioração e, num cenário mais próximo da realidade, a economia brasileira está caminhando rumo à recessão, como um passo intermediário para a depressão.

Adolescentes escravizados exerciam atividades de risco no Pará



Fonte:http://www.reporterbrasil.org.br                                                                                                                                  Entre 52 libertados estavam jovens de 13 e 14 anos manuseando machados. Fazendeiro nega que eles trabalhavam e diz que ambos foram “oportunistas”
Por Daniel Santini
Quatro adolescentes foram encontrados entre os 52 trabalhadores resgatados de situação análoga à escravidão em fiscalização realizada na zona rural do município de Tailândia (PA), no final de janeiro, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Dois deles, de 13 e 14 anos, exerciam atividade de risco manuseando machados na extração e beneficiamento de madeira, trabalho que está entre as piores formas de exploração infantil, conforme a Convenção 182 da Organização Internacional do Trabalho e a legislação brasileira. Outro, de 16 anos, trabalhava com uma foice para abrir caminho para a passagem das toras. E uma garota de 15 anos trabalhava como cozinheira em uma das frentes de trabalho. Ronaldo de Araújo Costa, proprietário da fazenda em que o flagrante aconteceu, nega que tenha explorado trabalho escravo e infantil, diz que os adolescentes não trabalhavam e que foram “oportunistas” ao se depararem com a fiscalização.
Os dois adolescentes de 13 e 14 anos com o machado utilizado (imagem alterada para preservar a identidade dos jovens, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente) Fotos: Divulgação/MTE
“O trabalho que eles realizavam era de ‘lapidador’, eles lapidavam o tronco até deixá-lo no formato de mourões para cercas. Dois dos adolescentes utilizavam machados e um, uma foice. Eles estavam trabalhando nas frentes, não há dúvidas quanto a isso”, diz a auditora fiscal Inês Almeida, do MTE. Na ação, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel formado por agentes de diferentes órgãos, incluindo da Polícia Rodoviária Federal, apreendeu 11 armas, que, segundo os trabalhadores e os proprietários, eram utilizadas para caça. As atividades relacionadas a produção florestal são consideradas de risco 3 a 4, em uma escala de 1 a 4, conforme a Norma Regulamentadora Nº 4, do Ministério do Trabalho e Emprego
Armas apreendidas durante a fiscalização na fazenda São Gabriel 
Entre os resgatados, havia uma mulher grávida, isolada assim como os demais dentro da mata. “Os trabalhadores viviam em barracos de lona sem nenhuma infraestrutura. Havia famílias e crianças. A água que eles consumiam era de igarapés, alguns com água parada. Era uma água suja, escura e a única que eles tinham para consumir. As pessoas tomavam banhos com tigelas. Todos viviam em uma condição muito limitada”, conta a auditora.  
Os trabalhadores bebiam a água deste igarapé em uma das frentes de trabalho. Proprietário diz que trata-se de uma das melhores águas minerais do estado  
Ronaldo nega que a água consumida pelo grupo era suja. “São águas de igarapés que nascem na mata. A minha família chama de água mineral, todos nós bebemos essa água. Acho até que melhor do que a de outras fontes de água mineral do estado”, afirma o fazendeiro.
ResponsabilidadeA extração de madeira acontecia em sete frentes localizadas na propriedade conhecida como Fazenda São Gabriel, um conjunto de três fazendas administradas por Hortêncio Pinhoto Costa, pai de Ronaldo, o proprietário. Os trabalhadores resgatados viviam em barracos de lona, alguns distantes a mais de 10 km dentro da mata. Os mourões fabricados eram levados até a sede e vendidos pelos proprietários, que ficavam com 30% do valor e repassavam 70% aos responsáveis por cada frente, de acordo com Ronaldo. Ele defende que, por ter arrendado a exploração, não tem responsabilidade pelas condições encontradas.
Alimentos consumidos pelos trabalhadores e a cozinha improvisada na mata 
“Ele tem, sim, responsabilidade. Os trabalhadores estavam na propriedade dele, recebiam ordens deles sobre onde cortar e até a venda era coordenada pela família, que não fornecia nem transporte e nem alimentação. Os trabalhadores compravam de uma cantina da fazenda, onde havia também fumo e ferramentas de trabalho. Muitos ficavam devendo, o que caracteriza servidão por dívida”, explica a auditora Inês.
Além de submissão a trabalhos forçados ou a jornadas exaustivas, o trabalho escravo contemporâneo pode, de acordo com o artigo 149 do Código Penalbrasileiro, ser caracterizado pela submissão a condições degradantes, restrição da locomoção dos trabalhadores ou a servidão por dívida. A pena, que vai de dois a oito anos de prisão em caso de condenação, deve ser aumentada pela metade se o crime for cometido contra crianças ou adolescentes.
Foram lavrados 24 atos de infração pela fiscalização em função de irregularidades encontradas. 
Agente da Polícia Rodoviária Federal em ação na fiscalização do Grupo Móvel 
Vulnerabilidade social
Ronaldo, o dono da fazenda, diz que falar em trabalho escravo no local é uma alegação “grotesca” e ressalta a pobreza da região ao ser questionado sobre as condições em que os empregados foram encontrados. “Os trabalhadores estavam recebendo. E agora? Antes, moravam em barracos, poderia até não ter um banheiro de alvenaria, mas eles tinham algo. Agora não vão ter onde morar. E nem o que comer”, ressalta o fazendeiro, que vive com a família em um dos condomínios de luxo mais caros da capital Belém (PA).
Os resgatados receberam R$ 168,9 mil em verbas rescisórias. “Muitos dos que estavam lá eram visitantes que acabaram se aproveitando. São oportunistas como os garotos, que estavam só visitando ou vivendo com a família e não trabalhavam. Em três meses, quando o dinheiro acabar, estarão todos desempregados e em condições piores ainda”, ataca o fazendeiro. Justamente para evitar que a situação de vulnerabilidade social possa acarretar em reincidência de trabalho escravo, as autoridades têm discutido programas de inserção de libertados e também medidas para minimizar a desigualdade em regiões onde o problema é crônico.
Entre as medidas que podem resultar em um avanço significativo neste sentido está a Proposta de Emenda Constitucional 438, a PEC do Trabalho Escravo, que prevê que as terras em que for flagrado trabalho escravo sejam expropriadas e destinadas a reforma agrária. Por enquanto, os trabalhadores resgatados seguem vulneráveis, sujeitos a serem cooptados em esquemas de superexploração. “Eles saem de uma situação, mas ficam em outra”, admite Inês, que defende programas de treinamento e capacitação para ajudar os resgatados. “Eu perguntei para um dos meninos o que ele gostaria de fazer quando crescesse. Achei que ele iria falar em algum trabalho mais leve, melhor. Ele disse que quer trabalhar na roça da juquira”, completa a auditora, se referindo à atividade de desmate para abertura de pastos, onde é bastante comum o uso de mão de obra escrava.